Ano novo vida nova

 

Finalmente 2023.

Ano novo, vida nova. Frase que escutamos tantas vezes nas passagens de anos. Como se o início de um novo ano fosse automaticamente também o inicio de uma nova vida.

E pode realmente ser isso. O início de uma nova oportunidade para uma nova vida. Ou não.

Depende de muitas coisas. Mas depende principalmente de cada um.

Claro que, na maioria das vezes, a frase “ano novo vida nova” é apenas uma metáfora. Porque, a vida continua sendo a mesma. E muitas vezes, estamos satisfeitos com a vida que construímos e não queremos mudar nada nela.

Porém, em relação ao conceito de ano novo vida nova, significa que, o início de um ano novo é uma época mais que propícia para repensarmos a vida que construímos e para fazermos as mudanças que acharmos serem necessárias para termos uma vida de mais satisfação.

Mas sempre podemos encontrar alguma coisa que podemos melhorar. Sempre podemos mudar em alguma coisa que vai contribuir para que possamos viver melhor. Sempre podemos mudar em alguma coisa que vai contribuir para que possamos encontrar mais satisfação em viver.

Podemos pensar em voltar a estudar e fazer aquele curso que sempre desejamos e que sempre deixarmos pra depois.

Podemos adquirir mais disposição, vencer a preguiça, e começar a praticar algum esporte ou praticar alguma atividade física. Mesmo que seja apenas começar a fazer caminhadas durante a semana.

Porque não voltar a praticar aquele hobby que a vida corrida nos fez abandonar?

Que tal começar aprender a tocar um instrumento musical?

E aquele projeto que nunca saiu da gaveta? Por que não colocar em prática?

Que tal terminar aquele livro que continua ainda nas anotações?

Que tal pensar em marcar mais encontros com os amigos e com os familiares?

Por que não começar a planejar e a organizar aquela viagem?

Se você ainda está preso em velhas ideias, esse é o melhor momento para abrir a sua mente para o novo.

Se você ainda está aprisionado em velhos conceitos, esse é o melhor momento para se abrir para o mundo e permitir que a vida siga o seu rumo.

Se você ainda está com a sua vida e a sua mente aprisionada por pensamentos que não contribuem para o bem, esse é o melhor momento para rever os seus conceitos, esse é o melhor momento para rever as suas atitudes, esse é o melhor momento para começar a pautar a sua vida em conceitos e em atitudes que contribuam para o bem. Não apenas para o seu bem, mas para o bem comum.

Início de ano é também um momento propício para você se perguntar em que você tem contribuído para melhorar a vida de alguém no mundo.

Início de ano é também um momento propício para você se perguntar em que você tem contribuído para melhorar o mundo de alguém.

Início de ano é também um momento para você pensar em quais escolhas e em quais atitudes você pode ter para encontrar mais sentido para a sua vida.

Início de ano é também um momento para você pensar em quais escolhas e em quais atitudes você pode ter para colocar mais alegria na sua vida.

Todo dia é dia para iniciarmos as mudanças que precisamos fazer na nossa vida, mas início de ano é um período ainda mais propício para isso.

O início de um novo ciclo é sempre uma oportunidade para o início de um novo recomeço.

Reinvente sempre a sua vida. Comece a fazer isso agora.

Feliz ano novo.

Gilson Tavares

Psicanalista Clínico e Organizacional

Administrador, Especialista em gestão de pessoas

Questionamentos para final de ano

 

Finalmente estamos chegando ao final de ano. Chegando ao final de um ano muito longo. Chegando ao final de um ano totalmente atípico. Um ano totalmente atípico em comparação com todos os anos passados da história do país.

Um ano que presenciamos situações e atitudes nunca antes imaginadas para a vida do nosso país. 

Um ano que colocou a prova toda a sociedade brasileira e colocou a prova todas as instituições que fazem parte da estrutura da sociedade.

Um ano que colocou o país diante de um grande desafio e que colocou a todos diante de uma encruzilhada também desafiadora.

Um ano em que, mesmo depois da sociedade civilizada, composta por seus cidadãos conscientes, escolheu os rumos do país, ainda se depara com cenários inacreditáveis, merecedores de futuros estudos comportamentais.

E é nesse contexto que estamos chegando ao final do ano. O que esperar do novo ano que se aproxima?

Ano novo, vida nova. Bola pra frente.

Hora de bater a poeira de velhos pensamentos. Hora de bater a poeira de pensamentos empoeirados e enferrujados.   

Hora de botar os pés no chão. Hora de abrir os olhos para a realidade. Hora de cuidar da vida e de olhar para o horizonte como mais uma oportunidade de construir a vida que você deseja pra você.

Um grande passo para a construção da vida que desejamos é podermos olhar para trás e analisarmos como temos conduzido a nossa vida até agora.

A construção da vida que desejamos começa em percebermos como as nossas atitudes têm contribuído para a nossa caminhada no mundo e como tem contribuído para alcançarmos os nossos objetivos.

O mundo não muda se nós não mudamos.

Desejamos e esperamos que o mundo mude para atender aos nossos desejos, mas na realidade, somos nós que precisamos mudar. Somos nós que precisamos mudar na direção da construção dos nossos objetivos.

Essa mudança precisa começar com questionamentos sobre nós mesmos. Essa mudança precisa começar com a busca e a aceitação dos nossos erros, para só assim podermos aprender com eles e podermos mudar as nossas atuações no mundo e com as pessoas ao nosso redor.

Fazer uma autoavaliação é importante porque é uma oportunidade para que possamos perceber que caminhos estamos seguindo - no que estamos acertando e no que precisamos melhorar.

Quais foram as suas atitudes no ano que está terminando que se tivesse oportunidade você faria diferente?

O que você quer construir para a sua vida no novo ano que se inicia?

A partir da análise do ano que terminou, podemos perceber o que estamos vivenciando no momento, e podemos então construir as mudanças que desejamos para o novo ano que se inicia.

Que mudanças você pretende construir para o novo ano?

Qual a vida que você quer construir no ano novo que está para iniciar?

A partir da compreensão das situações que vivenciamos no momento e das situações que desejamos construir para o novo ano, podemos então buscar as mudanças que serão necessárias para construir essas situações desejadas.

Que caminhos você pretende construir para o novo ano?

Encontrar os caminhos necessários para a construção das mudanças desejadas é o passo essencial para que seja tornada possível a realização da vida desejada. Porém, devemos sempre ter a consciência de que, qualquer mudança que desejamos para a nossa vida, passa primeiro pela mudança de nós mesmos. Que só podemos provocar mudança na nossa vida - seja qual for o tipo de mudança que desejarmos, se procurarmos primeiro mudar a nós mesmos.

Na procura de respostas para a nossa vida, algumas perguntas não podem ser esquecidas.

Qual a razão e o sentido da sua vida?

Você está satisfeito com a vida que construiu?

O que você tem feito para melhorar a sua vida?

Como você tem enfrentado os desafios surgidos na sua vida?

O que você tem feito para transformar fatos negativos em positivos?

O que você tem feito com os seus sonhos e desejos?

Onde você tem buscado motivação para seguir em frente?

Como você tem enfrentado os seus medos?

O que você tem feito para encontrar razões para agradecer?

Como você tem lidado com o que não vale a pena?

O que lhe faz feliz?

Pelo que você é grato?

O que você tem semeado no seu caminho?

Na sua vida, você tem construído mais pontes ou mais muros?

O que você tem atraído para a sua vida?

O que você tem feito para mudar o mundo ao seu redor?

Quando você vai começar a transformar a sua vida?

Lembre-se sempre, são as suas atitudes que constroem o seu mundo. Se você quer transformar o seu mundo comece primeiro transformando você mesmo.

Com certeza, o mais importante de um novo recomeço seja a oportunidade que temos de poder fazer diferente. A oportunidade de podermos nos renovar sempre.

Um feliz ano novo para todos.

Que nesse novo ano, nessa nova oportunidade de recomeço, todos possamos colocar mais assertividade, mais reflexão e mais equilíbrio nas nossas escolhas e nas nossas atitudes.

Gilson Tavares

Psicanalista Clínico e Organizacional

Administrador, Especialista em gestão de pessoas

Para viver melhor

 

Estamos na semana do natal.

Tempo de reflexão. Principalmente, tempo de reflexão sobre as nossas escolhas. Tempo de reflexão sobre as nossas atitudes. Tempo de reflexão sobre como estamos conduzindo a nossa vida. Tempo de reflexão sobre o que estamos construindo para a nossa vida e para o nosso mundo.

Tempo de reflexão sobre como conduzimos as nossas atitudes diante de tantos desafios que enfrentamos nesses últimos tempos.

Para nos ajudar nessa reflexão, estou trazendo um excelente texto do neurocientista e professor universitário Bruno Pitanga.

Texto muito apropriado para os momentos que estamos vivendo atualmente, no Brasil e no mundo.

O título de texto é “Pra viver melhor”.

Nesse texto, o neurocientista e professor Bruno Pitanga diz:

Não se preocupe, se ocupe. Ocupe o seu tempo, ocupe o seu espaço, ocupe a sua mente.

Não se desespere, espere. Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.

Não se indisponha, disponha. Disponha de boas palavras, disponha de boas vibrações.

Não se canse, descanse. Descanse a sua mente, descanse as suas pernas, descanse de tudo que lhe faz cansar.

Não menospreze, preze. Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.

Não se incomode, acomode. Acomode o seu corpo, acomode o seu espirito, acomode a sua vida.

Não desconfie, confie. Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.

Não se torture, ature. Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.

Não pressione, impressione. Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.

Não crie discórdia, crie concórdia. Concórdia entre as nações, concórdia entre as pessoas, concórdia com você mesmo.

Não maltrate, trate bem. Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.

Não se sobrecarregue, recarregue. Recarregue as suas forças, recarregue a sua coragem, recarregue a sua esperança.

Não atrapalhe, trabalhe. Trabalhe a sua humanidade, trabalhe as suas frustrações, trabalhe as suas virtudes.

Não conspire, inspire. Inspire as pessoas, inspire os talentos, inspire a saúde.

Não se apavore, ore. Ore a Deus! Somente assim viveremos dias melhores.

Texto muito completo e atual do neurocientista e professor Bruno Pitanga.

Nessa lista elaborada por ele, quais das nossas atitudes estão de acordo com o texto?

Não se preocupe, se ocupe.

Não se desespere, espere.

Não se indisponha, disponha.

Não se canse, descanse.

Não menospreze, preze.

Não se incomode, acomode.

Não desconfie, confie.

Não se torture, ature.

Não pressione, impressione.

Não crie discórdia, crie concórdia.

Não maltrate, trate bem.

Não se sobrecarregue, recarregue.

Não atrapalhe, trabalhe.

Não conspire, inspire.

Não se apavore, ore.

Que nesse período natalino possamos refletir sobre as nossas escolhas e sobre as nossas atitudes.

Que nesse período natalino possamos refletir sobre as nossas vidas.

Que nesse período natalino possamos encontrar a paz que precisamos para conduzir a nossa vida na construção de um mundo melhor.

Que nesse período natalino possamos perceber que a paz que precisamos devemos procurar principalmente dentro de nós mesmos.

Gilson Tavares

Psicanalista Clínico e Organizacional

A importância dos limites para a sociedade civilizada

 

Falei aqui, há alguns dias atrás, que a distância entre a civilidade e a barbárie era uma distância bem pequena.

Falei que a linha que separa uma sociedade civilizada de uma massa acéfala e descontrolada era uma linha muito fina.

Falei também que o que permite a existência de uma sociedade civilizada era a constante luta das instituições que alicerçam a sociedade civilizada e de cada indivíduo que faz parte dessa sociedade civilizada, contra todos os indivíduos e contra todos os grupos, que atentarem para a o desmantelamento e para a destruição da sociedade civilizada.

Hoje, voltando ao assunto, vou falar um pouco sobre a importância dos limites para a sociedade civilizada. Sobre a importância dos limites para a manutenção da sociedade civilizada e para a convivência entre os indivíduos que vivem e que formam a sociedade civilizada.

Entre os tantos requisitos necessários para a vida em sociedade. Sobretudo, para a vida em uma sociedade civilizada, a observância de alguns limites na atuação de cada indivíduo em particular; a observância de limites na atuação do indivíduo no grupo; a observância de limites na atuação de grupos; a observância de limites na atuação das lideranças existentes na sociedade.

Enfim, todos os que vivem e que formam a sociedade civilizada, indistintamente da sua condição social, religiosa, racial, política, ideológica, devem ter a mesma observância em relação aos limites estabelecidos.

Ou seja, todos que vivem em uma sociedade civilizada devem ter a obrigação de respeitar e de seguir as normas de convivência estabelecidas. Normas essas que costumamos chamar de Leis e de regulamentos.

Olhando por essa ótica, percebemos a importância das Leis e dos regulamentos, que têm o importante papel de estabelecer limites para a atuação de cada indivíduo que faz parte da sociedade civilizada.

O estabelecimento de limites para a atuação de cada indivíduo em uma sociedade civilizada é o que torna todos iguais perante essa sociedade civilizada. Os limites de atuação de cada indivíduo é o que garante que todos tenham, pelo menos teoricamente, os mesmos direitos e os mesmos deveres.

Permitir que um indivíduo, permitir que um grupo de indivíduos, independente de qual seja o papel desse indivíduo ou desse grupo de indivíduos na sociedade, transgrida os limites estabelecidos e não seja contido, é permitir que esse indivíduo ou esse grupo de indivíduos ameace a convivência entre os que fazem a sociedade civilizada, é permitir que esse indivíduo ou esse grupo de indivíduo ameace a própria existência da sociedade civilizada.

Em uma sociedade civilizada, a pluralidade de ideias, a pluralidade de crenças, a pluralidade de ideologias, a pluralidade de pensamentos, a pluralidade de opiniões, devem ter o seu espaço de expressão, sem que sofra nenhum tipo de repressão.

Apenas que sejam respeitados os limites entre as ideias, entre as crenças, entre as ideologias, entre os pensamentos, entre as opiniões, de cada indivíduo e de cada grupo existente na sociedade civilizada.

Ninguém pode ser obrigado a ter os mesmos ideais, ser obrigado a ter os mesmos pensamentos, ser obrigado a ter as mesmas opiniões, que outros. Mas ao mesmo tempo, ninguém pode querer impor os seus ideais, ninguém pode querer impor os seus pensamentos, ninguém pode querer impor as suas opiniões, como se fosses as únicas verdadeiras.

Isso também é papel do estabelecimento de limites.

Limites do que é de um e do que é do outro.

Cada indivíduo deve ser livre na sua forma de viver. Cada indivíduo deve ser livre na sua forma de pensar. Cada indivíduo deve ser livre para viver as suas crenças. Cada indivíduo deve ser livre para viver os seus ideais. Cada indivíduo deve ser livre para viver as suas ideologias.

Porém, tudo isso só pode ser aceitável até o ponto em que a forma de viver de um indivíduo, as atitudes de um indivíduo, não atinjam outros indivíduos.

Permitir o desrespeito dos limites estabelecidos é permitir o enfraquecimento e a destruição das normas de convivência que permitem a convivência pacífica entre os indivíduos.

Querer impor aos outros as próprias opiniões e as próprias ideologias é a total quebra de limites que deve existir em qualquer sociedade civilizada.

Em uma sociedade civilizada, é totalmente necessário existir os limites de atuação da sociedade civil, os limites de atuação das forças de segurança, os limites de atuação das instituições religiosas, os limites de atuação dos partidos políticos, os limites de atuação dos grupos organizados. Enfim, cada um no seu quadrado.

Tentar impor aos outros as próprias opiniões, tentar impor aos outros as próprias crenças, tentar impor aos outros as próprias ideologias, é a instalação do fundamentalismo, é a instalação do extremismo, é a instalação do fascismo. Que são o que de mais nefasto, que são o de mais hediondo e que são o de mais condenável que pode ser concebido pela mente humana. Retrato de mentes doentias. Retrato de uma sociedade adoecida.

Assim também, enaltecer torturador, apoiar a obscuridade e o abismo, não respeitar a vontade dos que fazem a sociedade civilizada, é a instalação do extremismo, é a instalação do fascismo. Que são o que de mais nefasto, que são o de mais hediondo e que são o de mais condenável que pode ser concebido pela mente humana. Retrato de mentes doentias. Retrato de uma sociedade adoecida.

Enaltecer torturador, pregar quebra da ordem estabelecida, agir contra o respeito para com as normas da sociedade civilizada, são quebras de limites que nunca, em hipótese alguma, pode ser tolerado pela sociedade civilizada, são quebras de limites que nunca, em hipótese alguma, pode ser tolerado pelas instituições que têm a finalidade e a obrigação de garantir a ordem e a harmonia na sociedade civilizada.

Podemos, e até devemos, ser nós mesmos. Devemos procurar fazer aquilo que mais nos realiza e que nos traz mais satisfação. Mas precisamos sempre ter o cuidado de respeitar os limites, para não invadirmos o espaço que é do outro.

Esse é o preço que pagamos por viver em uma sociedade civilizada.

Gilson Tavares

Psicanalista Clínico e Organizacional

Administrador, Especialista em gestão de pessoas

A vida é feita de escolhas

 

Você sabia que a vida é feita de escolhas?

Você já percebeu que escolhemos o tempo todo?

Escolhemos ir ou escolhemos ficar.

Escolhemos fazer ou escolhemos não fazer.

Escolhemos que caminho seguir.

O tempo todo fazermos escolhas. Algumas escolhas não trazem grandes mudanças para as nossas vidas, mas algumas das escolhas que fazemos podem trazer consequências que irão mudar a nossa vida para sempre.

Algumas vezes, podemos fazer escolhas apenas pensando no momento presente, sem considerar que a vida também é feita de um dia depois do outro e que não existe fatos ou atitudes isoladas. Assim como as nossas escolhas que fazemos contribuem para construir a nossa vida, também as nossas atitudes são diretamente responsáveis pela construção da vida que estamos construindo.

É uma equação simples. As nossas escolhas e as nossas atitudes constroem a nossa vida. Salvo os percalços da vida; salvo os acasos da vida, inevitavelmente, vamos colher os frutos das nossas escolhas, vamos colher os frutos das nossas atitudes.

Muitas vezes, atribuímos ao destino, culpamos os governantes, culpamos pessoas do nosso convívio, atribuímos à sorte ou ao azar a até culpamos a Deus, pelos nossos infortúnios, pelas nossas frustrações, pelos nossos fracassos. Isso porque não desenvolvemos a capacidade de perceber que, apesar de não termos o total controle das nossa vidas, apesar de todos estarmos expostos à toda sorte de acontecimentos que a vida coloca na vida de todos, as nossas escolhas e as nossas atitudes diante de tudo o que nos acontece; as nossas escolhas e as nossas atitudes diante de todos os desafios surgidos na nossa caminhada da vida, as nossas escolhas e as nossas atitudes diante de todas as oportunidades que a vida coloca no nosso caminho, é o que vão fazer toda a diferença na vida que construímos. É o que vão fazer toda a diferença nos frutos que vamos colher.

Você alguma vez já pensou em como as suas escolhas e as suas atitudes têm contribuído para os resultados obtidos na sua vida?

Você alguma vez já avaliou em como as suas escolhas e as suas atitudes têm contribuído para a realidade da sua vida?

Nós somos livres para fazermos escolhas. Nós somos livres para escolhermos as nossas atitudes. Mas nós nos tornamos escravos das escolhas que fazemos. Nós nos tornamos escravos das atitudes que tomamos.

Porque toda escolha traz consequências. Toda atitude traz consequências.

Precisamos ter a consciência de que, sempre que fazemos alguma escolha, fazemos com a intenção de acertarmos e fazemos com os melhores recursos mentais, intelectuais e psíquicos que tivemos no momento.

Porém, precisamos saber que não somos obrigados a acertar sempre, pois, somos falíveis e imperfeitos.

Precisamos desenvolver a humildade de perceber quando as nossas escolhas não foram as melhores para o momento. Precisamos desenvolver a humildade de percebermos quando as nossas atitudes não foram as mais acertadas para o momento e para a situação.

Principalmente, precisamos desenvolver a capacidade de mudarmos. Precisamos desenvolver a capacidade de mudarmos quando percebemos que as nossas escolhas e que as nossas atitudes não foram as mais acertadas para o momento e para a ocasião.

Precisamos desenvolver a capacidade de aprendermos com os erros. Essa é a função positiva dos erros. Trazer aprendizado.

Aprender a aprender com os erros. Pois, assim, tiramos proveito dos erros para aprender a errar menos da próxima vez.

Necessário também saber que, mais importante do que aonde nos leva as escolhas que fazemos, é a forma como aceitamos e como encaramos as consequências das escolhas e das atitudes que tomamos. Porque assim, desenvolvemos a capacidade de mudarmos. Desenvolvemos a capacidade de analisarmos as nossas escolhas e as nossas atitudes e de mudar quando necessário.

Para que possamos ser felizes e para que possamos conviver de forma saudável e harmoniosa com as escolhas que fazemos, é necessário sabermos que não podemos seguir mais de um caminho. E assim, sempre que decidimos sobre que caminho seguir, devemos apagar da nossa mente as opções descartadas.

Muitas vezes, não conseguimos ser felizes com o caminho que escolhemos, porque não conseguimos nos desligar das opções que não escolhemos, e acabamos, por conta disso, sabotando o caminho escolhido.

A vida é feita de mudanças, e quem não acompanha essas mudanças, fica empoeirado. Fica preso nos velhos esquemas.

Porém, mudar não significa deturpar os valores.

Deturpamos os valores quando queremos que o ambiente mude para atender aos nossos desejos.

As verdadeiras mudanças não são as que provocamos no ambiente aonde vivemos, mas sim, as que provocamos em nós mesmos.

Precisamos aprender a usar os nossos dons para construir um mundo melhor. Se não podemos mudar o mundo, podemos pelo menos mudar o nosso mundo, o mundo ao nosso redor.

Podemos contribuir para melhorar o mundo das pessoas com as quais convivemos.

Precisamos aprender a perdoar. Perdoar primeiro a nós mesmos, para só assim podermos perdoar também aos que nos magoaram.

Ao praticarmos o exercício do perdão, podemos pensar que estamos fazendo algo por alguém, ao perdoá-lo. Mas, na verdade, estamos fazendo por nós mesmos.

Vida é movimento. Vida é mudança. Vida é transformação.

Principalmente, vida é transformação de si mesmo.

Sendo assim, para mudarmos de verdade, devemos sempre questionar:

Qual o propósito da minha vida?

Para onde estou conduzindo a minha vida?

Minhas escolhas e minhas atitudes me aproximam ou me distanciam dos meus objetivos de vida?

Que escolhas e caminhos devo seguir para atingir o propósito da minha vida?

As respostas para esses questionamentos devem sempre nortear os passos para a construção do nosso caminho e para a construção da nossa vida.

Gilson Tavares

Psicanalista Clínico e Organizacional

Administrador, Especialista em gestão de pessoas